Como fazer o cálculo da parcela do consórcio na prática?

A parcela do consórcio é um assunto que gera bastante dúvidas, pois impacta no financeiro de cada participante. Apesar disso, ela é bem mais baixa se comparada com um empréstimo ou financiamento.

E é essa é uma das características que tem feito o consórcio crescer a cada ano. De acordo com dados da Associação Brasileira das Administradoras de Consórcio (Abac), o Brasil comercializou 2,77 milhões de cotas entre janeiro a novembro de 2020.

Agora, se você deseja saber como calcular o valor da sua prestação, leia esse material que preparamos para te ajudar.

O que é a parcela do consórcio?

Quando uma pessoa contrata essa modalidade para comprar um bem ou serviço, o valor total do crédito é dividido em várias parcelas. Elas servem para formar o fundo que possibilitará a aquisição do bem a todos os participantes.

Desse modo, se alguém entra em um consórcio veicular de R$30 mil, ela deverá pagar uma mensalidade até completar a quantia total. Ou seja, seu valor depende do tempo de duração do plano, do preço da carta de crédito e das taxas.

O que é a cota de um consórcio?

Uma pessoa que adere a essa modalidade se torna um cotista, isso porque ela detém uma parte na formação do saldo. É essa cota que garante sua participação nas assembleias realizadas mensalmente.

Além disso, no momento da formação do grupo, cada cota recebe uma numeração que serve para identificar os participantes de forma individual. Nesse sentido, é através dela que cada pessoa pode acompanhar sua situação no consórcio.

Quais são as principais taxas do consórcio?

A parcela do consórcio é composta por diferentes tarifas, algumas obrigatórias e outras não. Veja a seguir quais são elas.

A parcela do consórcio inclui a cobrança de taxa de administração?

As empresas que gerem esse tipo de modalidade tem diversas atribuições, como encontrar pessoas interessadas em participar, realizar assembleias, elaborar o contrato, entre outros. Por isso, elas normalmente cobram uma alíquota por esses serviços na parcela do consórcio.

O valor da taxa de administração varia de acordo com a instituição, o prazo do grupo e o valor do crédito.

Fundo de reserva

O consórcio é um produto financeiro em que diversas pessoas se unem para fazer uma poupança comum. Nesse sentido, todos os envolvidos só são contemplados com uma carta de crédito se o grupo tiver fundos suficientes. Desse modo, se um cotista deixa de pagar sua parcela do consórcio, acaba prejudicando os outros.

Dessa forma, as administradoras geralmente cobram um percentual para garantir o funcionamento do grupo, o Fundo de Reserva. Ele serve para cobrir eventuais emergências, como inadimplência. 

Embora não seja obrigatória, a Lei nº 11795/08 e a circular 3432 do Banco Central autorizam sua cobrança. Contudo, esse fundo precisa ser descrito no contrato de adesão caso a administradora opte por ela.

Seguro

Essa é outra taxa não obrigatória, mas que pode estar inclusa na parcela do consórcio. O seguro é uma proteção a mais ao fundo de reserva caso ocorra algo com o cotista. 

Os mais comuns são:

  • Quebra de garantia – que cobre eventuais inadimplência;
  • De vida – para quitar as prestações futuras em caso de morte do consorciado;
  • Desemprego – que garante o pagamento de prestações por um período se o titular perder o emprego.

Fundo comum

O Fundo Comum representa a maior parte das taxas que compõem as prestações pagas pelos participantes. Afinal, ele é usado na formação do caixa destinado à compra do bem ou serviço.

Sendo assim, seu percentual considera o valor do crédito e o prazo para a quitação total do plano.

Reajuste do valor na parcela do consórcio

Para evitar a defasagem do valor do bem devido a inflação, as administradoras geralmente cobram uma taxa de reajuste. Desse modo, o consorciado consegue comprar o mesmo carro ou casa, mesmo que seu valor tenha sido alterado durante a existência do plano.

A taxa de reajuste é calculada em cima de algum índice econômico. Geralmente os planos imobiliários usam o  Índice Nacional de Custo da Construção (INCC). Entretanto, a administradora ainda pode optar também pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) ou Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Já os consórcios veiculares ainda podem usar a Tabela FIPE, IGP-M e INPC.

Como as parcelas do consórcio costumam ser calculadas?

Primeiramente, as mensalidades variam de acordo com o valor total do crédito, prazo de duração do grupo e as taxas. Em seguida, se calcula o valor do fundo comum, que é a parte mais importante da parcela do consórcio.

Ele se baseia em 100% do crédito, assim, sua cobrança é feita dividindo o seu valor pelo tempo. Dessa forma, se uma pessoa contrata um plano de R$30 mil reais em 48 meses, sua mensalidade será de R$625. 

A taxa de administração tem um percentual fixo, mas que incide em cada parcela. Assim, se no exemplo anterior a administradora cobrar 15%, o cotista pagará 0,31% ao mês (15/48), ou seja, R$93. 

O fundo de reserva, usado para proteger o grupo, segue a mesma forma de cálculo da taxa de administração, isto é, tem um valor fixo. Se ele for 2% da carta de crédito, o consorciado pagará 0,041% ao mês (2/48), isto é, R$25.

Outra taxa que pode incidir na parcela do consórcio é o seguro. Sua cobrança vai depender de cada administradora, por isso, é fundamental se atentar às cláusulas que tratam dele.

Encontrando uma parcela de consórcio adequada para as suas necessidades

Fazer um planejamento financeiro é fundamental para saber quanto uma pessoa pode pagar em um consórcio. Afinal, as parcelas podem ser altas dependendo do bem ou serviço.

Portanto, o ideal é listar sua renda e as despesas fixas (aluguel, alimentação, água, etc) e variáveis (lazer). Só então será possível saber quanto do seu salário você pode comprometer com o pagamento da prestação.

Você ainda pode ver qual a melhor proposta encaixa em seu perfil, usando um simulador de consórcio.

Como funcionam as parcelas de consórcio no Grupo Capital?

Nós personalizamos todo o processo pensando, principalmente, nas necessidades do cliente, seja quais forem elas. Nesse sentido, o Grupo Capital consegue te auxiliar passo a passo desde a escolha da administradora de consórcio até às menores taxas.

Quando ficar atento às parcelas do consórcio?

Ninguém gosta de contratar um serviço e pagar um valor maior que o previsto. Portanto, antes de assinar o contrato, busque entender todas as taxas que compõem a prestação do plano escolhido e quais são os seus percentuais.

Para isso, leia cada cláusula com atenção e tire todas as suas dúvidas com a instituição financeira. Busque saber também a data de vencimento da parcela do consórcio e o que você precisa fazer para antecipá-las.

Informações como essas ajudam a controlar as finanças e aproveitar todas as vantagens dessa modalidade.

Agora, se você deseja contratar um consórcio para realizar o sonho da casa própria, entre em contato com o Grupo Capital e conheça os nossos planos.

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *